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Macron elogia "sucesso" do G7 e apela à "remobilização" para pressionar Moscovo

Macron elogia "sucesso" do G7 e apela à "remobilização" para pressionar Moscovo

Como anfitrião da cimeira do G7, que decorre na cidade francesa de Evian, Emmanuel Macron discursou elogiando o "sucesso" e o "momento de unidade, as discussões de qualidade" e a cooperação entre líderes mundiais. O presidente francês apela à mobilização dos parceiros internacionais para pressionar Moscovo e pôr fim à guerra Ucrânia.

Inês Moreira Santos - RTP /
Christian Hartmann - Reuters

A encerrar a cimeira do G7, o presidente francês considerou que foi um sucesso, principalmente por ter acontecido num "contexto extremamente difícil de um mundo fragmentado". Ainda assim, foi um "momento de união", já que os líderes se concentraram em áreas de cooperação.

"Este G7 foi objetivamente um sucesso", começou por dizer. "Foi um momento de unidade, discussões de qualidade e genuína cooperação entre os líderes que se reuniram aqui".

Num discurso diante dos líderes presentes e da comunicação social, Macron frisou que este encontro permitiu que se coordenassem, "de forma muito próxima, para responder às crises e trabalhar nos principais desafios do nosso tempo".
Mudança de abordagem

A guerra na Ucrânia foi um dos temas de destaque nas conversações e, segundo Macron, chegou-se a acordo de que o equilíbrio de poder mudou profundamente.

Os líderes do G7 tiveram uma discussão "aprofundada" sobre o país, o que permitiu "encontrar áreas significativas de acordo" - como o “apoio inabalável à Ucrânia” e que “o equilíbrio de poder mudou profundamente nos últimos meses”.

“A Ucrânia está a avançar, a resistir e a Rússia está a recuar".

O presidente francês afirmou que os líderes internacionais concordaram em aumentar o fornecimento de capacidades e sistemas de defesa aérea para ajudar ainda mais a Ucrânia. Assim como o pedido de Kiev para um acordo de licenciamento que permita produzir parte desse equipamento por conta própria.

Quanto ao apoio contínuo à Ucrânia em infraestrutura energética e na tentativa de deter a frota paralela da Rússia, Macron addumiu estar feliz com as conclusões da cimeira, que resultou em "tamanha convergência" e num "verdadeiro progresso".

O texto acordado representa, ainda segundo o líder francês, "uma mudança de abordagem muito profunda", incluindo uma "clara disposição" dos Estados Unidos em trabalhar com os aliados europeus para apoiar a Ucrânia.

“Comprometemo-nos a aumentar as pressões, nomeadamente através do reforço das nossas sanções, e esta remobilização do G7 (...) é extremamente importante”, disse Emmanuel Macron.

“É a primeira vez que temos uma convergência destas no G7. E é a primeira vez que chegamos a conclusões tão claras” em relação à Ucrânia,
considerou o líder francês.

Em relação ao homólogo norte-americano, Donald Trump, Macron afirmou que “sempre teve confiança” na posição do republicano em relação à Ucrânia.

“Sempre lhe disse as coisas como elas são. Quando temos divergências, assumimo-las. Mas quando assumiu um compromisso connosco, cumpriu sempre o que prometeu”.

Momentos antes, Donald Trump já tinha afirmado que estão a ser analisadas "possibilidades de sanções contra a Rússia devido à queda do preço do petróleo".

Apesar da cooperação entre líderes do G7, o presidente norte-americano não quis apontar Vladimir Putin como responsável pela guerra.

“Não quero comentar sobre isso, porque estou a tentar resolver a situação, e isso não facilita as coisas".

O chefe de Estado francês sublinhou que uma das principais conquistas do encontro foi a capacidade dos líderes para coordenarem respostas comuns às crises internacionais e avançarem em questões estratégicas como a segurança económica, a energia, a inteligência artificial, o comércio e o desenvolvimento.

Destacou ainda a decisão de alargar o diálogo dos membros tradicionais do G7 através da participação de países parceiros convidados, como Brasil, Índia, Quénia, Coreia do Sul e Egito.
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